“Não há nada que te mova.
Não é que te falhem as pernas ou a vontade de caminhar.
Não é que te falhe a voz ou a vontade de gritar.
Não é que te falhe a cabeça ou a vontade de pensar.
Simplesmente não queres ir por aí: pelo caminho que já foi percorrido, para ouvir o que já foi dito, para pensares o que eles querem que penses.
E tu tentas caminhar mas fecham-te o caminho. E tu tentas falar mas a tua voz não é ouvida. E tu pensas, mas o que pensas não lhes interessa.
Por isso ficas parado enquanto eles passam por ti.
Como te haverias de mexer se não há energia que te alimente?
E eles não sabem tudo.
Equivocaram-se.
Enganaram-se.
Desligaram-te.
Estás fora.
Por mais pontes que construam, estás desligado.
Não pertences a nada do que eles dizem que pertences.
Não há nada que te mova.
Estás desligado.”
“And a fall from you
is a long way down
I’ve found a better way out
And a fall from you
is a long way down
I know a better way out
Well it’s been a long time
since I’ve seen you smile
Gambled away my fright
Till the morning lights shine
Sunday morning
only fog on the limbs
I called it again
what do you know
And I filled our days
with cards and gin
You’re alight again, my dear
I will lead the way, oh, lead the way
When I know
And I’ll sleep away, oh, sweep away
What I don’t
Well sieze the way, oh, sieze the way
No, I won’t
I will lead the way, oh, lead the day
When I know”
”(…)há uma pornografia erudita feita para gente como nós, uma coisa assim entre o querer fazer, a aflição espiritual e o amor eterno depois vem cá ter, juro-te que às cinco em ponto da tarde não há ninguém na casa dos meus pais.”
Valter Hugo Mãe